É muito complicado chegar ao diagnóstico de esquizofrenia, especialmente na fase precoce da doença, porque a característica fundamental desta perturbação é a variabilidade da tipologia dos sintomas e da sua evolução.
De facto, não existem sintomas característicos e definidos para todos os doentes, mas sim uma associação recorrente dos sintomas. Além disso, o indivíduo que sofre desta doença nem sempre manifesta todos os aspectos da mesma, ainda que, de modo constante, sejam afectados o pensamento, o comportamento e a emoção.
É importante conhecer a personalidade pré-mórbida do doente e pesquisar a presença de acontecimentos particularmente stressantes, como o primeiro emprego ou o serviço militar, que possam ter desencadeado uma situação que já estava biologicamente determinada desde o nascimento.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Critérios de diagnóstico
Não obstante as dificuldades, há indicações que ajudam o médico a chegar à formulação do diagnóstico de esquizofrenia:
1. Presença, durante o mínimo 1 mês, de pelo menos dois dos seguintes sintomas:
O Delírio
As Alucinações
A Linguagem desorganizada
Os Comportamentos anómalos
A Falta de motivação ou de vontade / diminuição da afectividade/empobrecimento do pensamento
2. Disfunção sócio-laboral
3. Persistência da perturbação durante pelo menos 6 meses
1. Presença, durante o mínimo 1 mês, de pelo menos dois dos seguintes sintomas:
O Delírio
As Alucinações
A Linguagem desorganizada
Os Comportamentos anómalos
A Falta de motivação ou de vontade / diminuição da afectividade/empobrecimento do pensamento
2. Disfunção sócio-laboral
3. Persistência da perturbação durante pelo menos 6 meses
Como lidar, quando surgem, com os sintomas de esquizofrenia
Caso se depare algum dia com sintomas de esquizofrenia num seu familiar ou amigo, estará tanto mais apto a ajudá-lo quanto mais conhecimentos tiver acerca da doença. É importante tentar compreender o que a pessoa está a viver e porque é que este distúrbio causa uma perturbação e um comportamento tão difícil. (Por exemplo, é essencial saber que quando as pessoas estão a alucinar ou a ter delírios, as vozes que ouvem e as coisas que vêem são muito reais para elas. Não se deve discutir, nem ficar assustado, nem se deve divertir ou “gozar” com a situação. É importante permanecer calmo, indicando assim que se está a tentar compreender como o doente se está a sentir e ajuda-o a sentir-se seguro e mais orientado.
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